"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. (Nelson Mandela) "

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

TRABALHANDO COM MÚSICA

Ás vezes na hora de planejarmos nossas aulas no Semanário temos dificuldade de trabalhar alguns Eixos propostos nos Referenciais.
Nesta postagem colocarei algumas propostas interessantes para trabalhar MÚSICALIZAÇÃO com embasamento teórico dos Referenciais.

OBJETIVOS

Crianças de zero a três anos
O trabalho com Música deve se organizar de forma a que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:

• ouvir, perceber e discriminar eventos sonoros diversos, fontes sonoras e produções musicais;
• brincar com a música, imitar, inventar e reproduzir criações musicais.

Crianças de quatro a seis anos
Para esta fase, os objetivos estabelecidos para a faixa etária de zero a três anos deverão ser aprofundados e ampliados, garantindo-se, ainda, oportunidades para que as crianças sejam capazes de:

• explorar e identificar elementos da música para se expressar, interagir com os outros e ampliar seu conhecimento do mundo;
• perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio de improvisações, composições e interpretações musicais.


CONTEÚDOS
A organização dos conteúdos para o trabalho na área de Música nas instituições de educação infantil deverá, acima de tudo, respeitar o nível de percepção e desenvolvimento (musical e global) das crianças em cada fase, bem como as diferenças socioculturais entre os grupos de crianças das muitas regiões do país. Os conteúdos deverão priorizar a possibilidade de desenvolver a comunicação e expressão por meio dessa linguagem. Serão trabalhados como conceitos em construção, organizados num processo contínuo e integrado que deve abranger:

• a exploração de materiais e a escuta de obras musicais para propiciar o contato e experiências com a matéria-prima da linguagem musical: o som (e suas qualidades) e o silêncio;
• a vivência da organização dos sons e silêncios em linguagem musical pelo fazer e pelo contato com obras diversas;
• a reflexão sobre a música como produto cultural do ser humano é importante forma de conhecer e representar o mundo.

Os conteúdos estarão organizados em dois blocos: “O fazer musical” e “Apreciação musical”, que abarcarão, também, questões referentes à reflexão.

O fazer musical
é uma forma de comunicação e expressão que acontece por meio da improvisação, da composição e da interpretação. Improvisar é criar instantaneamente, orientando-se por alguns critérios pré-definidos, mas com grande margem a realizações aleatórias, não-determinadas. Compor é criar a partir de estruturas fixas e determinadas e interpretar é executar uma composição contando com a participação expressiva do intérprete.

CRIANÇAS DE ZERO A TRÊS ANOS
• Exploração, expressão e produção do silêncio e de sons com a voz, o corpo, o entorno e materiais sonoros diversos.
• Interpretação de músicas e canções diversas.
• Participação em brincadeiras e jogos cantados e rítmicos.

CRIANÇAS DE QUATRO A SEIS ANOS
Nesta fase ampliam-se as possibilidades de trabalho que já vinham sendo desenvolvidas com as crianças de zero a três anos. Os conteúdos podem ser tratados em contextos que incluem a reflexão sobre aspectos referentes aos elementos da linguagem musical.

• Reconhecimento e utilização expressiva, em contextos musicais das diferentes características geradas pelo silêncio e pelos sons: altura (graves ou agudos), duração (curtos ou longos), intensidade (fracos ou fortes) e timbre (característica que distingue e “personaliza” cada som).
• Reconhecimento e utilização das variações de velocidade e densidade16 na organização e realização de algumas produções musicais.
• Participação em jogos e brincadeiras que envolvam a dança e/ ou a improvisação musical.
Repertório de canções para desenvolver memória musical.

Apreciação musical
A apreciação musical refere-se a audição e interação com músicas diversas.

CRIANÇAS DE ZERO E TRÊS ANOS
• Escuta de obras musicais variadas.
• Participação em situações que integrem músicas, canções e movimentos corporais.

CRIANÇAS DE QUATRO A SEIS ANOS
• Escuta de obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas e culturas, da produção musical brasileira e de outros povos e países.
• Reconhecimento de elementos musicais básicos: frases, partes, elementos que se repetem etc. (a forma).
• Informações sobre as obras ouvidas e sobre seus compositores para iniciar seus conhecimentos sobre a produção musical.


ORIENTAÇÕES GERAIS PARA O PROFESSOR
• sensibilizar-se em relação às questões inerentes à música;
• reconhecer a música como linguagem cujo conhecimento se constrói;
• entender e respeitar como as crianças se expressam musicalmente em cada fase, para, a partir daí, fornecer os meios necessários (vivências, informações, materiais) ao desenvolvimento de sua capacidade expressiva


ORGANIZAÇÃO DO TEMPO
• explorar materiais adequados à confecção;
• desenvolver recursos técnicos para a confecção do instrumento;
• informar-se sobre a origem e história do instrumento musical em questão;
• vivenciar e entender questões relativas a acústica e produção do som;
• fazer música, por meio da improvisação ou composição, no momento em que os instrumentos criados estiverem prontos.



Alguns Jogos e Brincadeiras


A gatinha parda
Faz-se uma roda, todos de pé.
Escolhe uma criança para ficar no centro da roda com olhos vendados e com uma varinha na mão. As crianças começam a girar na roda e cantar:
Ah, minha gatinha parda, que em janeiro me fugiu, quem roubou minha gatinha você sabe, você sabe, você viu?
Todos se calam.
A que está no centro da roda toca em alguém com a varinha.
A que foi tocada deve miar como um gato. Quem tocou tenta descobrir que é. Se descobrir, diz o nome e quem miou vai para o centro recomeçar a brincadeira. Se não acertar continua sendo a do centro, recomeça a brincadeira até adivinhar quem é.


Caixinha de surpresas

Antes de iniciar o jogo, escreve-se em papeizinhos várias tarefas engraçadas. Coloca dentro de uma caixinha.Sentados em círculo, a caixinha irá circular de mão em mão, até a música parar. Quem estiver com a caixinha na mão no momento que a música parar deverá tirar um papel da caixinha e executar a tarefa. Continua até acabar os papéis.


Ceguinho

Forma-se uma roda e uma criança fica no centro da roda com os olhos vendados. Todos deverão girar na roda e cantar “Pai Francisco”. Quando o ceguinho bater palmas, a roda deverá parar e ele caminhará para a frente e tocar no colega para adivinhar quem é.


Estátua
As crianças ficam em fila. Escolhe-se uma criança para começar a brincadeira. Esta criança começa a puxar as crianças perguntando antes de puxar:
pimenta, pimentinha, pimentão ou sapatinho de algodão?
Quem responder:
- Pimenta: é puxada normalmente e virar estátua.
- Pimentinha: é puxada devagar e virar estátua.
- Pimentão: é puxada com força e virar estátua.
- Sapatinho de algodão: deve ser carregada no colo e ao ser colocada no chão virar estátua.
Após todos virarem estátua a líder diz:
Entrei no jardim de flores, não sei qual escolherei, aquela que for mais bela, com ela me abraçarei.
Então escolhe uma estátua para se abraçar. A escolhida deverá ser a próxima líder. Todos retornam à posição normal e recomeça a brincadeira.


Estátua 2
Faz-se uma roda e todos vão rodando de mãos dadas e cantando a seguinte canção:
“A casinha da vovó,
cercadinha de cipó,
o café tá demorando,
com certeza não tem pó!
Brasil! 2000!
Quem mexer saiu!”.
Todos ficam como estátua e não vale rir, nem se mexer, nem piscar, nem se coçar, quem será que vai ganhar?


Formando grupos

As crianças deverão ficar em roda girando e cantando. A professora irá bater palmas ou apitar e mostrar um cartão que deverá ter um número. Se o número for o 4 por exemplo, as crianças saem da roda e formam grupos de quatro e depois voltam para a roda, continua a brincadeira até não poder formar mais grupos. Quem ficar de fora sai da brincadeira.


Lenço Atrás
Os componentes deverão tirar a sorte para ver quem ficará com o lenço. Deverão sentar na roda com as pernas cruzadas. Quem estiver segurando o lenço corre ao redor da roda enquanto o grupo fala:
Corre, cutia
Na casa da tia
Corre, cipó
Na casa da avó
Lencinho na mão
Caiu no chão
Moço bonito
Do meu coração.
O dono do lenço então pergunta:
- Posso jogar?
E todos respondem:
- Pode! Um, dois, três!
Deixa então o lenço cair atrás de alguém da roda. Este deverá perceber, pegar o lenço e correr atrás de quem jogou antes que este sente no seu lugar. Se conseguir pegar aquele que jogou ele será o próximo a jogar o lenço, se não conseguir quem jogou o lenço continuará segurando o lenço para jogar atrás de outra pessoa.


Peixinhos e tubarões
Separados em dois times, deverão formar o time dos peixinhos e dos tubarões. No momento em que tocar uma música "piano", os peixinhos saem para passear. Quando tocar uma música "forte", os tubarões saem para tentar pegar os peixinhos, que deverão voltar correndo. O peixinho que for pego vira tubarão.

Senhor caçador
As crianças ficam em roda e uma delas será o caçador que deverá ficar com os olhos vendados. Todos os outros cantam:
“Senhor caçador,
preste bem atenção!
Não vá se enganar,
Quando o galo cantar!
Canta, galo!”
Uma das crianças imita a voz do galo e o caçador deverá adivinhar quem é. Se não descobrir pagará uma prenda que o galo dirá qual é. Ir trocando as vozes dos bichos.


Serra, Serra, Serrador

Brincam duas crianças, uma de frente para outra, de pé, dando as mãos. Começam a balançar de trás para frente, indo e vindo e cantando:
- Serra, serra, serrador!
Serra o papo do vovô!
Quantas tábuas já serrou?
Uma diz um número, por exemplo, quatro. Elas então deverão dar quatro giros com os braços sem soltarem as mãos.


Subi na Roseira
Duas crianças batem a corda e outras duas começam a pular e vão falando uma para outra:
Ai, ai...
O que você tem?
Saudades.
De quem?
Do cravo, da rosa e de mais ninguém.
Subi na roseira, desci pelo galho, fulano (fala um nome) me acuda, senão eu caio.
Sai quem recitou e entra quem foi chamado


Adoletá
Adoletá
Lepeti
Peti Polá
Lê café com chocolá
Adoletá
Puxa o rabo do tatu
Quando quem saiu foi tu
Puxa o rabo da cutia
Quando sai a sua tia
Quando um ganha o outro perde
Não adianta disfarçar
E tem que ficar ligado
Quando a música parar.
(Bate a mão direita com a direita do companheiro à sua frente e a esquerda com a esquerda).


De marré
Eu sou pobre, pobre, pobre
de marré, marré, marré
Eu sou pobre, pobre, pobre de marré, deci
Eu sou rica, rica, rica
de marré, marré, marré
Eu sou rica, rica, rica de marré, deci
Quero uma de vossas filhas
de marré, marré, marré
Quero uma de vossas filhas
de marré, deci
Escolha a que quiser
de marré, marré, marré
Escolha a que quiserde marré, deciEu sou pobre, pobre, pobre
de marré, marré, marré
Eu sou pobre, pobre, pobre
de marré, deci
Eu sou rica, rica, rica
de marré, marré, marré
Eu sou rica, rica, ricade marré, deci
Eu quero a (nome da criança)
de marré, marré, marré
Eu quero a (nome da criança)
de marré, deci
Que Oficio darás a ela
de marré, marré, marré
Que Oficio darás a ela
de marré, deci
Dou Oficio de chapeleira
de marré, marré, marré
Dou Oficio de chapeleira
de marré, deci
Este Oficio não me agrada
de marré, marré, marré
Este Oficio não me agrada
de marré, deci
Dou Oficio de costureira
de marré, marré, marré
Dou Oficio de costureira
de marré, deci
Este Oficio já me serve
de marré, marré, marré
Este Oficio já me serve
de marré, deci
(Ao aceitar o Oficio, a menina "pobre" passa para a fileira da "rica", este processo se dá até a ultima criança "pobre" passar para a fileira da "rica". E então as pobres que se tornaram ricas cantam:)
Eu de pobre fiquei rica
de marré, marré, marré
Eu de pobre fiquei rica
de marré, deci
(E então as que eram muito ricas, perdem um pouco da riqueza, cantam:)
Eu de rica fiquei pobre
de marré, marré, marré
Eu de rica fiquei pobre
de marré, deci

Fixação das notas
Minha viola
Eu tirei um dó da minh(á)* viola
Da minha viola eu tirei um dó
Dor...mir é muito bom, é muito bom
Dor...mir é muito bom, é muito bom
(Cantar rápido):
É bom camarada
É bom camarada, é bom, é bom, é bom

Eu tirei um ré da minh(á) viola
Da minha viola eu tirei um ré
Re...mar é muito bom, é muito bom
Re...mar é muito bom, é muito bom
É bom camarada
É bom camarada, é bom, é bom, é bom

Eu tirei um mi da minh(á)viola,
Da minha viola eu tirei um mi,
Min...gau é muito bom, é muito bom
Min...gau é muito bom, é muito bom
É bom camarada
É bom camarada, é bom, é bom, é bom

Eu tirei um fá da minh(á)viola
Da minha viola eu tirei um fá
Fa...lar é muito bom, é muito bom
Fa...lar é muito bom, é muito bom
É bom camarada
É bom camarada, é bom, é bom, é bom

Eu tirei um sol da minh(á)viola
Da minha viola eu tirei um sol
So...rrir é muito bom, muito bom
So...rrir é muito bom, muito bom
É bom camarada
É bom camarada, é bom, é bom, é bom

Eu tirei um lá da minh(á)viola
Da minha eu tirei um lá
La...var é muito bom
É muito bom
La...var é muito bom
É muito bom

É bom camarada
É bom camarada, é bom, é bom, é bom

Eu tirei um si da minh(á) viola
Da minha viola eu tirei um si
Si...lêncio é muito bom, é muito bom
Si...lêncio é muito bom, é bom demais
É bom camarada
É bom camarada, é bom, é bom, é bom
* Cantar como se a sílaba tônica fosse a última


O Caranguejo
Caranguejo não é peixe,
Caranguejo peixe é
Caranguejo só é Peixe na enchente da maré.
Palma,palma,palma!
Pé,pé,pé!
Roda, roda, roda
Caranguejo peixe é

A mulher do Caranguejo
tinha um caranguejinho:
Deu no Ouro ,
deu na Prata,
Ficou todo douradinho!
Palma,palma,palma!
Pé,pé,pé!
façam roda minha gente Caranguejo peixe é!

Fui a Espanha buscar o meu chapéu
Azul e branco da cor daquele Céu
Caranguejo só é peixe na enchente da maré
Palma,palma,palma!
Pé,pé,pé!

Dança Crioula que vem da Bahia,
Pega a criança joga na bacia.
Bacia que é de ouro lavada com sabão
Depois de areada enxugada com roupão
Roupão é de seda enfeitada com filó
Agora eu quero ver a ficar pra vovó.
(se a criança não conseguir um par na dança fica para "vovó")
(ai as demais crianças pedem a sua benção)

A nossa benção vovó

Roda, roda, cavalheiro
Caranguejo só é peixe na enchente da maré.
Palma é palma é palma

Pé é pé é pé
Você gosta de mim ô fulana (diz o nome da pessoa que está dentro da roda)
Eu também de você ô fulana
Vou pedir a seu pai ô fulana
Para casar com você ô fulana
Se ele disser que sim ô fulana
Tratarei dos papéis ô fulana
Se ele disser que não ô fulana
Morrerei de paixão ô fulana
Palma é palma é palma ô fulana
Pé é pé é pé ô fulana
Roda é roda é roda ô fulana
Abraçarás quem quiser ô fulana
(A pessoa abraça alguém que deverá vir para dentro da roda. Importante combinar antes da brincadeira que a mesma pessoa não poderá ser abraçada duas vezes e quem ainda não foi deverá ser abraçada trabalhando assim a socialização e afeto)


Sambalê, lê
Sambalê, lê tá doente
Tá com a cabeça quebrada
Sambalê, lê precisava
É de umas boas palmadas
Samba, samba, samba ô lê, lê
Samba, samba, samba ô lá, lá
Olhe morena bonita
Como é que se namora
Põe-se um lencinho no bolso
Com as pontinhas de fora
Samba, samba, samba ô lê, lê
Samba, samba, samba ô lá, lá


Trabalhando o ritmo
Tanta Laranja Madura
Tanta laranja madura menina, que cor são elas,
Elas são verde-amarela, vira (nome da menina)
cor de canela, vira (nome da menina)
cor de canela.
OBS: Cada vez que é dito o nome de uma participante (vira… cor de canela) esta ficará de costas para roda.


Brincadeira de mãosPara conhecimento dos nomes dos alunos:

Onde é que _________(Maria ) vai morar:
Casa, castelo, buraco ou cemitério, casa, castelo, buraco ou cemitério
- Stop -
( coloca-se números com os dedos)
conta-se os números seguindo a mesma rima de cima casa castelo, buraco ou cemitério - até acabar os dedos. (aí é só rir a vontade) as crianças adoram
- Pode ser feita outra forma - fazer meninas contra meninos - turma contra turma


Jogos com fichasJogo dos Sons

*** = silêncio
>>> = Palmas

*** >>> >>> >>> *** *** >>> >>>>>> *** *** >>> *** >>> >>> >>

Agora com as fichas iremos montar uma canção de som e silêncio !
Fazer fichas de papel ou montar um cartaz, ou até mesmo escrever no quadro negro as figuras correspondentes e jogar - alternar as figuras

Créditos livro do professor objetivo - 2005


Jogo da ressonância
Jogo das Ressonâncias
1- Brincadeira do peixinho: cada criança receberá um peixinho de papel de seda que deverá ser colocado no chão para que sopre, exercitando assim a respiração.
2 – Com os lábios fechados, pronunciar a letra MA ressonância deve ser contínua e regular.
3 – Ressoe sobre uma nota só.
Maaa ..... Paaa.... Vaaa....Ma... Ma...... Va.....

Fonte: livro do professor objetivo - 2005


Qual é a música?
Bem simples mas gostoso de brincar.
Escolhemos canções que o grupo já tem intimidade em cantar e executamos um techo da música.
Pode ser com teclado ou outro instrumento , até a voz , assovio, podemos utilizar murmurando a melodia, gesticulando - com cartazes... e a criança deverá adivinhar a música e continua a cantar.
Para incentivar a criança poderá ser escolhido o ajudante da aula de música com essa brincadeira!
O primeiro que acertar é o ajudante!


Brincadeira Saimon diz:
Os participantes devem seguir o comando do prof. apenas quando ele diz a frase
Simon diz - (então o prof dá o comando)
cantar a música atirei o pau no gato
Pular com um pé no ritmo da música
tocar um trecho musical
dançar....(intermináveis variações basta usar a criatividade)
O obejtivo também é de enganar os participantes - dizendo Simon não quer...O aluno que errar Paga prenda ou um mico pré determinado.
Flores para uma Flor!
Veja alguns modelinhos e ideias que encontrei pelas minhas andanças na net:
Chaveirinho lindo! Pode ser feito de EVA e a argolinha você encontra nas lojas do centro.
Flor de dobradura 1
 
Copo de leite de EVA no palito de churrasco.
Florzinha porta bombom, em EVA.
Caixa de Chinelinho
Muito delicada, essa caixinha vai fazer muito sucesso!
   

Projeto Cordel - 4° ano




"Projeto Cordel – Refletindo e escrevendo nossa cultura"
Professora: Camila Luana Genaro da Silva Santos
Coordenadora: Elaine Cristina Vidal
Série: 4°ano
Ano: 2010

JUSTIFICATIVA:
O Cordel, forma tradicional de nossa literatura popular, é escrito para ser lido e cantado. Feito em versos, com vocabulário acessível e estrutura rítmica cativante, a história corre como uma canção bonita. Sem nos darmos conta, a aventura já terminou. Essa forma de expressão popular apresenta uma riqueza cultural que pode ser explorada junto a nossos alunos, a partir da divulgação da produção cultural do povo e da região em que a escola está inserida.
O gênero "Literatura de Cordel" expressa em seus versos traços marcantes da diversidade cultural presente na sociedade brasileira: cada região tende a proclamar seu modo de viver, seus costumes, suas crenças em produções características de sua região. A primeira e mais importante constatação a respeito desta poesia, é que ela é uma expressão cultural do povo. Utiliza-se de sua linguagem, sua visão de mundo, seus problemas, suas lendas e seu cotidiano.
Para Freire (1988) é necessário que o indivíduo leia seu próprio mundo para depois decifrar as palavras, pois as mensagens que lê só têm significado quando se relacionam com o mundo à sua volta:

"A leitura do mundo precede a leitura da palavra (...) A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço – o sítio das avencas de minha mãe -, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi o meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, andei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como mundo de minhas primeiras leituras. Os "textos", as palavras", as "letras" daquele contexto (...) se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo no meu trato com eles nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais. (...) A decifração da palavra fluía naturalmente da "leitura" do mundo particular. (...) Fui alfabetizado no chão do quintal de minha casa, à sombra das mangueiras, com palavras do meu mundo e não do mundo maior dos meus pais. "O chão foi meu quadro-negro; gravetos, o meu giz". (FREIRE, 1988 , 11)



Aprender a ler e escrever num país como o Brasil significa lidar com os diferentes falares regionais, presentes numa dada sociedade, num dado momento histórico. Percebem-se muitos preconceitos decorrentes do valor social que é atribuído aos diferentes modos de falar, pois "é muito comum se considerarem as variedades linguísticas de menor prestígio como inferiores ou erradas". (BRASIL, 1998, 31); assim, a
Literatura de Cordel propõe como objetivo conhecer, recriar e expressar-se artisticamente respeitando as mais variadas culturas.


Objetivos gerais
  • Ler, produzir e interpretar cordéis
  • Ampliar o conhecimento dos educandos quanto à leitura e à escrita, explorando diferentes caminhos para a formação dos leitores.
Tempo de duração
O Projeto será realizado durante todo o segundo semestre

Conteúdos conceituais
  • Origens da Literatura de Cordel no Mundo e no Brasil, principalmente no Nordeste Brasileiro.
  • O papel da literatura de cordel na formação da cultura regional do povo nordestino
  • Principais Cordelistas brasileiros
  • O bairro e cidade onde está inserida a escola, sua origem - pesquisa
  • A linguagem do cordel: versos, estrofes, metro...
  • O que é xilogravura? Sua origem e inter-relação com a linguagem oral

Conteúdos procedimentais
  • Analisar a estrutura dos cordéis, observando sua organização em versos e a presença de rimas.
  • Identificar marcadores temporais e espaciais nos textos
  • Participar das interações que envolvam os usos da linguagem nas diversas situações do cotidiano escolar, escutando com atenção.
  • Ler e apresentar oralmente diferentes tipos de textos.
  • Contribuir para o desenvolvimento da oralidade dos educandos.
  • Desenvolver a competência comunicativa através de dramatizações de obras literárias.
  • Produzir livreto coletivo, fazendo o uso dos conhecimentos adquiridos durante o projeto.

Conteúdos atitudinais
  • Apreciar e valorizar o texto de cordel como manifestação popular.
  • Desenvolver comportamento leitor, valorizando diferentes gêneros textuais.
  • Desenvolver atitudes de escuta de textos, compreendendo seus possíveis significados e mensagens.
  • Perceber os muitos preconceitos decorrentes do valor social que é atribuído aos diferentes modos de falar.

Metodologia
  • Apresentação do gênero, literatura de cordel, através das leituras de algumas histórias, mostrando as gravuras, instigando a curiosidade dos alunos, destacando as características desse gênero.
  • Realizar pesquisas através dos sites pré-selecionados, guiados por um questionário para identificar a origem e os aspectos históricos da Literatura de Cordel.
  • Confecção de cartazes com os cordéis e xilogravuras para a diferenciação de cordel e quadrinha
  • Apresentar os principais nomes da Literatura de Cordel
  • Fazer um levantamento dos temas utilizados pelos cordelistas e discutir a forma como os apresentam.
  • Trabalhar a língua escrita e a linguagem do cordel
  • Ouvir diversos gêneros musicais que se utilizam de rimas (repente, Cordel do Fogo Encantado, rap...) relacionando com a literatura de Cordel
  • Recolher o material conseguido pela professora e pela turma, selecionando os que serão usados durante o desenvolvimento do projeto;
  • Pesquisar sobre o tema "Santos" para elaboração de folhetos de cordel.
  • Propor aos alunos que tentem expressar um tema qualquer na forma de versos;
  • Organizar uma exposição dos trabalhos na própria escola, imitando a disposição tradicional das feiras nordestinas.

Avaliação
A avaliação será feita ao término do Projeto, considerando as apresentações orais e escritas dos educandos durante o processo criativo.
Também serão levados em conta o interesse e a participação dos alunos nas diversas atividades.

Produto final
Como ponto de culminância do "Projeto Cordel – Refletindo e escrevendo nossa cultura" será na Feira Cultural do Colégio Átrio, onde teremos uma tarde de exposição dos trabalhos, imitando uma tradicional feira nordestina e convidando os visitantes a participarem do "Cordel coletivo"


Bibliografia
FREIRE, Paulo, A Importância do Ato de ler em três artigos que se
complementam, SP Cortez 1988
Vaz, Débora, Conviver, Língua Portuguesa 4° ano, Guia de recursos didáticos
para o professor, SP Moderna 2009


Sites para Pesquisa
http://uijoaquimgomes.blogspot.com
http://recantodasletras.uol.com.br
http://sites.google.com/site/projetosereflexoes

Literatura de Cordel


Chapeuzinho vermelho

Autor: Daniel Fiuza



O lobo mau esperava
O chapeuzinho vermelho
De tocaia na estrada
Esperto como coelho
Ele queria devorar
Aquele lindo manjar
A fome dava conselho.

Ela fez outro caminho
Sem atentar pro perigo
Cantando pela vereda
Procurava seu abrigo
Na casa da vovozinha
Que lá morava sozinha
Isolada e sem amigo.

O lobo mau foi na frente
A vovozinha devorou
Vestindo a roupa dela
Na vovó se transformou
A menina bem cansada
Não desconfiou de nada
E logo na casa entrou.

- Mas que olhos imensos?
A menina perguntou
- É para te ver melhor!
O lobo arrematou
- E essa orelha grande
Que a touca esconde
De onde você tirou?

- E pra te ouvir bastante!
Disse o lobo descarado
- Nossa! Que nariz enorme?
Pra ele foi perguntado
- É pra te da muito cheiro
Sentir teu aroma inteiro!
Respondeu o danado.

- E essa boca gigante
De longe dar para vê?
O lobo se revelou
Mostrou o que foi fazer
Arreganhando a boca
E tirando sua touca
A menina quis comer.

De repente ela viu
Que a sua vó era o lobo
Começou logo a gritar
Fazendo a fera de bobo
Os caçadores ouviram
Mataram o lobo a tiro
Ali mostrando arroubo.

Abriram a barriga dele
E salvaram a vovozinha
Que foi engolida inteira
Mas ainda tava vivinha
Chapeuzinho ficou feliz
É isso que o conto diz
Nessa bonita estorinha.

Menina Bonita do Laço de Fita



MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA

(Ana Maria Machado)


Era uma vez uma menina linda, linda.

Os olhos pareciam duas azeitonas pretas brilhantes, os cabelos enroladinhos e bem negros.

A pele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra na chuva.

Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laços de fita coloridas. Ela ficava parecendo uma princesa das terras da áfrica, ou uma fada do Reino do Luar.


E, havia um coelho bem branquinho, com olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando.

O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto na vida.

E pensava:

- Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela...


Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou:

- Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?


A menina não sabia, mas inventou:­

- Ah deve ser porque eu caí na tinta preta quando era pequenina...


O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta e tomou banho nela. Ficou bem negro, todo contente.

Mas aí veio uma chuva e lavou todo aquele pretume, ele ficou branco outra vez.


Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:

- Menina bonita do laço de fita, qual é o seu segredo para ser tão pretinha?


A menina não sabia, mas inventou:

- Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina.


O coelho saiu dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi. Mas não ficou nada preto.

- Menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha?


A menina não sabia, mas inventou:­

- Ah, deve ser porque eu comi muita jabuticaba quando era pequenina.


O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto.


Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:

- Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?


A menina não sabia e...

Já ia inventando outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse:

- Artes de uma avó preta que ela tinha...


Aí o coelho, que era bobinho, mas nem tanto, viu que a mãe da menina devia estar mesmo dizendo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos.

E se ele queria ter uma filha pretinha e linda que nem a menina, tinha era que procurar uma coelha preta para casar.


Não precisou procurar muito.

Logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava aquele coelho branco uma graça.

Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda a ter filhote não para mais!

Tinha coelhos de todas as cores:

branco, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha.

Já se sabe, afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado.


E quando a coelhinha saía de laço colorido no pescoço sempre encontrava alguém que perguntava:

- Coelha bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?


E ela respondia:

- Conselhos da mãe da minha madrinha...

Essa história é ótima para trabalhar diversidade de forma interdisciplinar e intradisciplinar, como está previsto nos PCNs que defendem a Construção Social do Cidadão.
Além de uma roda de Contação de histórias, pode ser confeccionada uma boneca de Pano, para trabalhar as diferenças e cada dia uma aluno cuida da nova amiga e brinca com ela.
Eis uma sugestão de Projeto:

PROJETO:

ÁREA DE CONHECIMENTO: Língua Portuguesa
OBJETO DE ESTUDO: Diversidade Étnico-Cultural Brasileira
Ensino Fundamental – 1º ao 5º ano
INTRODUÇÃO:
Desenvolvimento do tema da diversidade, não somente com o objetivo de apresentar aos alunos a riqueza da diversidade étnico-cultural brasileira, contribuindo para que as crianças se apropriem de valores como o respeito a si próprias e ao outro, mas também com o objetivo de elevar a auto-estima do aluno negro.
A sugestão é que as atividades sejam desenvolvidas durante um período mínimo de cinco dias, (lembrando que essa sugestão de aulas não poderá ocorrer num dia só) no decorrer dos quais o professor irá:
1. Apresentar a história à classe, contando-a, sem mostrar o livro.
2. Pedir às crianças que dêem um título (um nome) à história ouvida, escrevendo na lousa as sugestões apresentadas.
3. Contar que quem escreveu a história foi Ana Maria Machado, uma escritora brasileira que escreve livros para crianças, principalmente. Se o(a) professor(a) já tiver lido para a classe outros livros da autora, relembrar o fato aos alunos, se possível, mostrando-os.
4. Dizer o título do livro: "Menina bonita do laço de fita" e comparar com os nomes apresentados pelos alunos na atividade 2, perguntando a eles se gostaram mais do nome escolhido por eles próprios ou o escolhido pela autora; mostrar às crianças que nem sempre temos a mesma opinião sobre um mesmo fato ou situação e que o importante é que aprendamos a respeitar todas as opiniões; comentar os nomes escolhidos pelos alunos, na medida em que se afastam ou se aproximam do nome original da história.
5. Mostrar a capa do livro aos alunos. "Ler" a imagem da capa com eles, fazendo perguntas sobre a ilustração: a cor da pele da menina, do coelho, o cabelo da menina (quem usa cabelo assim? é difícil fazer um penteado como esse? leva muito tempo?). Destacar o olhar apaixonado, pensativo-sonhador do coelho. Pedir aos alunos que mostrem o que mais na ilustração indica que o coelho está apaixonado. Dizer o nome do ilustrador e falar sobre a importância da ilustração na leitura.
6. Ler o livro para os alunos, agora parando em cada página, mostrando as imagens e destacando as palavras e expressões que valorizam a menina, que a retratam como bela: "Era uma vez uma menina linda, linda. Os olhos dela pareciam duas azeitonas, daquelas bem brilhantes. Os cabelos eram enroladinhos e bem negros, feitos fiapos da noite. A pele era escura e lustrosa, que nem o pêlo da pantera negra quando pula na chuva.". Os adjetivos e comparações usados pela autora vão além de aguçar a imaginação infantil (olhos = duas azeitonas daquelas bem brilhantes; cabelos = fiapos da noite; pele = pêlo da pantera negra quando pula na chuva); eles evocam uma imagem positiva da menina, valorizando nela aspectos como cabelo e cor de pele, que normalmente são "maquiados", escondidos, quando a personagem é negra. A beleza natural da menina ganha enfeites que reforçam seu encanto, dando a ela ares de personagem de contos de fadas, pois: "Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laço de fita colorida. Ela ficava parecendo uma princesa das Terras da África, ou uma fada do Reino do Luar". Esses dois trechos contribuem para que, ao imaginário infantil a menina seja apresentada como uma bela princesa de contos de fadas, o que é extremamente positivo e eleva a auto-estima da criança, que se identificará com a heroína. Perguntar aos alunos se eles têm uma idéia de por que o coelho quer ter a cor de pele da menina. Será que ele não está satisfeito com a própria cor? Comentar com as crianças as respostas dadas. É importante que o(a) professor(a) destaque que além de muito bonita, essa heroína é também muito esperta e criativa, pois mesmo não sabendo responder às perguntas do coelho, sempre tem uma solução para que ele se torne da cor desejada: cair na tinta preta, tomar muito café, comer muita jabuticaba... Antes de ler o trecho que fala da intervenção da mãe no diálogo entre a menina e o coelho, perguntar se alguém lembra como era a mãe da garota. Comparar o texto escrito ("uma mulata linda e risonha") e a ilustração da mãe que é a de uma linda moça, moderna, bem vestida e arrumada (enfeitada, pintada, cabelos penteados), o que também contribui para que a classe forme uma imagem estética positiva da mulher negra.
7. Aproveitar a descoberta do coelho ("a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até com os parentes tortos") e perguntar aos alunos com quem eles acham que se parecem. Essa atividade pode desdobrar-se em outras, por exemplo:

a) as crianças podem entrevistar os pais para saberem com quem se parecem e apresentar os resultados da pesquisa oralmente (Por exemplo, dizendo frases como: Minha mãe diz que meus olhos são parecidos com os dela, mas que meus cabelos e minha boca se parecem com os da minha avó.);
b) os alunos podem levar fotografias de parentes (pais, avós, tios, irmãos, por exemplo); atrás de cada foto deve constar o nome da criança que a trouxe; os alunos dividem-se em grupos de quatro. As fotos de cada grupo são empilhadas, com a frente para cima; os alunos tiram a sorte para ver quem começa jogando; o primeiro pega a primeira foto e tenta adivinhar quem a trouxe, observando as semelhanças entre as fotos e os colegas de grupo; se foi ele mesmo quem trouxe a foto, deve embaralhar a pilha, para que a fotografia saia do primeiro lugar; enquanto for acertando, o jogador continuará jogando. Ganhará o jogo quem tiver acertado mais. Ao final, as crianças devem contar aos colegas de grupo quem são as pessoas que estão nas fotos. Terminada a brincadeira, o (a) professor(a) colocará para a turma a seguinte questão: somos parecidos com as pessoas da nossa família? O coelho branco estava certo em suas conclusões?
8. Pedir às crianças que desenhem: a) a menina do laço de fita e a mãe; b) o coelho e sua nova família; c) suas famílias.
9. Organizar uma roda de conversas. Reler o trecho: "O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto em toda a vida. E pensava: - Ah, quando eu casar quero ter uma filhinha pretinha e linda que nem ela." Questionar: O que é ser bonito? Como uma pessoa deve ser para ser bonita? Provavelmente surgirão respostas diferentes umas das outras. Retomar o que foi dito na atividade nº 4 e mostrar às crianças que nem sempre temos a mesma opinião sobre um assunto e que isso é muito bom, pois o mundo seria muito aborrecido se todos pensassem do mesmo jeito e se, por exemplo, só existisse um único modelo de beleza. Destacar que o importante é respeitar as diferenças. Conversar com a classe sobre os padrões de beleza existentes em "Menina bonita".
10. Mostrar, num mapa-múndi, os cinco continentes - a América, a Europa, a Ásia, a África e a Oceania, ressaltando que eles são divididos em países, cada um com seus costumes e tradições, suas festas, músicas e danças, suas religiões e seu jeito de ser, pois ninguém é igual a ninguém e é isso que dá graça à vida.
11. Conversar com as crianças sobre as "famílias" (povos) que formam o Brasil: os índios, o negro, o colonizador europeu, os imigrantes italianos, japoneses, árabes, judeus etc. Explicar que esses povos foram se cruzando, para formar a grande família brasileira, que tem as características de suas origens. Lembrar aqui as contribuições desses povos nas festas, na música, na culinária, nas histórias etc.
12. Retomar a atividade 10 e complementá-la, destacando a importância do respeito à diversidade étnico-cultural que compõe o Brasil.


Essas são algumas sugestões, apenas. O professor deve assumir uma postura de combate a todas as formas de discriminação e preconceito, valorizando as diferentes etnias que constituem o Brasil e que, de certa forma, estão representadas nas crianças que compõem uma sala de aula na Educação.
Para finalizar, um destaque: para assumir o compromisso de trabalhar a diversidade cultural e étnica na Educação Infantil/Fundamental, o professor precisa ter segurança quanto ao que será desenvolvido.
Um caminho para isso é a reflexão conjunta dos professores nas reuniões pedagógicas, procurando respostas a indagações como: Sou preconceituoso? Já vivi situações de discriminação ou preconceito? E, tratando-se da etnia negra: O que sei sobre o continente africano? O que sei sobre as condições dos africanos escravizados no Brasil? O que sei sobre suas lutas de resistência, seus heróis, suas histórias? Conheço a história de Zumbi? A influência que os africanos escravizados tiveram na formação da identidade brasileira, nas religiões, festas, cantigas, danças, culinária e, principalmente, histórias que contribuem para ampliar o repertório e povoar o imaginário das crianças com representações positivas do negro?

“Nossas escolas pretendem formar cidadãos. E cidadania não combina com desigualdade, assim como democracia não combina com preconceito e discriminação. Se as crianças vão à escola é porque desejamos que se desenvolva plenamente como seres humanos...”
Fonte: http://www.cantinhodoprofessor.org/consciencia_negra/projeto_menina_bonita.htm

Tangram: Anjos



Anjos
♥♥♥


Clique para ampliar.








Fonte: Tangram - Roger Lee, Ed. Isis

Origami Circular: Chapeuzinho Vermelho

Origami circular:
Chapeuzinho Vermelho
♥♥♥
Aprendi esse modelo na E.M. José Alpoim.
Fizemos com as crianças no dia da peça teatral na semana das crianças.
Materiais: papel glacê vermelho, cartolina (base), palito, olhos móveis (opcional), caneta hidrocor, tesoura e cola.

Como fazer: corte dois círculos no papel glacê.
Rosto = 6 cm / Corpo = 12 cm
Fazer as dobras conforme o esquema das fotos.
Desenhar os detalhes do rosto,
pode-se colar os olhos móveis.
Aplicar o origami e desenhar os detalhes (bracos, pernas, cenário).
Colei um palito atrás para que as crianças pudessem segurar.


Terminada a dobradura, passamos para a decoração.
Ficaram lindas!

Utilização da Dobradura na Escola

Utilização da Dobradura na Escola
Artigo de Ivanise Meyer
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
O origami (dobradura) é um excelente recurso pedagógico com muitas utilizações na escola.
Origami (do japonês: 折り紙, de oru, "dobrar", e kami, "papel") é a arte tradicional japonesa de dobrar o papel, criando representações de seres ou objetos com as dobras geométricas de uma peça de papel, sem utilizar tesoura e cola.
Através das dobraduras as crianças aprendem conceitos geométricos, a seguir uma sequência de ordens (sequência temporal); uma dobradura pode ser tema de uma música ou poesia; as crianças podem criar e enriquecer seus trabalhos de Artes.
Costumo contar uma história, ou ler uma poesia, ou cantar uma música que sirva como "fonte de inspiração" para a dobradura. Levo imagens (em livros, revistas, etc) sobre o tema da dobradura, pois precisamos nutrir a imaginação.
Várias professoras me perguntam como inserir a dobradura em suas aulas.
Trago o exemplo da poesia "As borboletas" de Vinicius de Moraes.
Após a leitura, levo imagens de borboletas de todas as cores,
observamos os detalhes: asas, patas, antenas...
Mostro uma borboleta de papel e convido as crianças a dobrarem suas borboletas seguindo uma sequência de dobras. Pode-se utilizar o papel glacê (colorido) ou papel branco pintado pela criança (com lápis de cera).
Brincamos com as borboletas de papel ouvindo uma música suave (instrumental).
Depois, para guardar esse momento, cada criança faz um desenho com lápis de cera de um lugar (cenário). A criança cola a borboleta e colocamos esses trabalhos no mural ao lado da poesia.
Outra sugestão é fazer um painel (ou cartaz) com todas as borboletas da turma.
Podemos trazer imagens sobre a metamorfose, para as crianças perceberem que a borboleta já foi uma lagarta...
Neste exemplo, você pode perceber como uma dobradura simples pode se tornar significativa, divertida, trazendo sensações além das táteis e visuais.
O vocabulário que utilizamos ao descrever as dobraduras, traz vários conceitos geométricos que passam a fazer parte do dia a dia das crianças.
Imagine se eu chegasse à sala e dissesse às crianças:
- Hoje vamos fazer essa borboleta aqui. Peguem seus quadrados...
Completamente diferente, não é?!
No seu planejamento, o educador estabelecerá na sequência didática um "antes" e um "depois" da dobradura que a torne significativa para as crianças.
É importante, para que as crianças avancem na arte do origami, que as propostas sejam frequentes, para que possam compreender o vocabulário, as sequências e as formas básicas. Suas produções podem ter variadas finalidades: objetos para brincar, fantoches, dedoches, enfeites, móbiles, composição de cenas, etc. Podemos organizar uma exposição para valorizar as dobraduras realizadas pelas crianças.
Boas dobras!
Organizado por Ivanise Meyer®

Coelho (fantoche)

Coelho
(fantoche)
~~~~~~~~~~
Fizemos esse coelho hoje.
As crianças gostaram porque ele vira um fantoche
(encaixando a mão na abertura debaixo do coelho).
Materiais:
2 quadrados (papel A4)
cola branca
gravata (papel crepom ou cartolina recortada)
caneta hidrocor (desenhos)
algodão (rabinho do coelho, colado atrás)
Passo a passo:
Dobre os quadrados ao meio (na diagonal)
 formando 2 triângulos.
Posicione os triângulos dessa forma:
Passe um triângulo por cima do outro,
cerca de 7,5 cm
passando cola para fixar:
Passe um "fio" de cola nas laterais da frente e de trás
para não ficar abrindo.
Dobre as pontas para dentro,
fazendo a frente do coelho,
cerca de 2 cm de cada lateral:
Passe cola para fixar essa parte da frente.
Cole o gravata.
Ficará um espaço embaixo
por onde a criança poderá encaixar sua mão.
Na parte de trás, colei um rabinho feito com
uma bolinha de algodão.
Fazer a decoração com apliques
ou desenhando:

Tsuru

Tsuru

O Aniversário do Seu Alfabeto






Me apaixonei por essa historinha.

A partir dela abrimos um leque de propostas para serem trabalhadas em sala de aula.

É só clicar em cima do link para baixar.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

TRABALHANDO COM MÚSICA

Ás vezes na hora de planejarmos nossas aulas no Semanário temos dificuldade de trabalhar alguns Eixos propostos nos Referenciais.
Nesta postagem colocarei algumas propostas interessantes para trabalhar MÚSICALIZAÇÃO com embasamento teórico dos Referenciais.

OBJETIVOS

Crianças de zero a três anos
O trabalho com Música deve se organizar de forma a que as crianças desenvolvam as seguintes capacidades:

• ouvir, perceber e discriminar eventos sonoros diversos, fontes sonoras e produções musicais;
• brincar com a música, imitar, inventar e reproduzir criações musicais.

Crianças de quatro a seis anos
Para esta fase, os objetivos estabelecidos para a faixa etária de zero a três anos deverão ser aprofundados e ampliados, garantindo-se, ainda, oportunidades para que as crianças sejam capazes de:

• explorar e identificar elementos da música para se expressar, interagir com os outros e ampliar seu conhecimento do mundo;
• perceber e expressar sensações, sentimentos e pensamentos, por meio de improvisações, composições e interpretações musicais.


CONTEÚDOS
A organização dos conteúdos para o trabalho na área de Música nas instituições de educação infantil deverá, acima de tudo, respeitar o nível de percepção e desenvolvimento (musical e global) das crianças em cada fase, bem como as diferenças socioculturais entre os grupos de crianças das muitas regiões do país. Os conteúdos deverão priorizar a possibilidade de desenvolver a comunicação e expressão por meio dessa linguagem. Serão trabalhados como conceitos em construção, organizados num processo contínuo e integrado que deve abranger:

• a exploração de materiais e a escuta de obras musicais para propiciar o contato e experiências com a matéria-prima da linguagem musical: o som (e suas qualidades) e o silêncio;
• a vivência da organização dos sons e silêncios em linguagem musical pelo fazer e pelo contato com obras diversas;
• a reflexão sobre a música como produto cultural do ser humano é importante forma de conhecer e representar o mundo.

Os conteúdos estarão organizados em dois blocos: “O fazer musical” e “Apreciação musical”, que abarcarão, também, questões referentes à reflexão.

O fazer musical
é uma forma de comunicação e expressão que acontece por meio da improvisação, da composição e da interpretação. Improvisar é criar instantaneamente, orientando-se por alguns critérios pré-definidos, mas com grande margem a realizações aleatórias, não-determinadas. Compor é criar a partir de estruturas fixas e determinadas e interpretar é executar uma composição contando com a participação expressiva do intérprete.

CRIANÇAS DE ZERO A TRÊS ANOS
• Exploração, expressão e produção do silêncio e de sons com a voz, o corpo, o entorno e materiais sonoros diversos.
• Interpretação de músicas e canções diversas.
• Participação em brincadeiras e jogos cantados e rítmicos.

CRIANÇAS DE QUATRO A SEIS ANOS
Nesta fase ampliam-se as possibilidades de trabalho que já vinham sendo desenvolvidas com as crianças de zero a três anos. Os conteúdos podem ser tratados em contextos que incluem a reflexão sobre aspectos referentes aos elementos da linguagem musical.

• Reconhecimento e utilização expressiva, em contextos musicais das diferentes características geradas pelo silêncio e pelos sons: altura (graves ou agudos), duração (curtos ou longos), intensidade (fracos ou fortes) e timbre (característica que distingue e “personaliza” cada som).
• Reconhecimento e utilização das variações de velocidade e densidade16 na organização e realização de algumas produções musicais.
• Participação em jogos e brincadeiras que envolvam a dança e/ ou a improvisação musical.
Repertório de canções para desenvolver memória musical.

Apreciação musical
A apreciação musical refere-se a audição e interação com músicas diversas.

CRIANÇAS DE ZERO E TRÊS ANOS
• Escuta de obras musicais variadas.
• Participação em situações que integrem músicas, canções e movimentos corporais.

CRIANÇAS DE QUATRO A SEIS ANOS
• Escuta de obras musicais de diversos gêneros, estilos, épocas e culturas, da produção musical brasileira e de outros povos e países.
• Reconhecimento de elementos musicais básicos: frases, partes, elementos que se repetem etc. (a forma).
• Informações sobre as obras ouvidas e sobre seus compositores para iniciar seus conhecimentos sobre a produção musical.


ORIENTAÇÕES GERAIS PARA O PROFESSOR
• sensibilizar-se em relação às questões inerentes à música;
• reconhecer a música como linguagem cujo conhecimento se constrói;
• entender e respeitar como as crianças se expressam musicalmente em cada fase, para, a partir daí, fornecer os meios necessários (vivências, informações, materiais) ao desenvolvimento de sua capacidade expressiva


ORGANIZAÇÃO DO TEMPO
• explorar materiais adequados à confecção;
• desenvolver recursos técnicos para a confecção do instrumento;
• informar-se sobre a origem e história do instrumento musical em questão;
• vivenciar e entender questões relativas a acústica e produção do som;
• fazer música, por meio da improvisação ou composição, no momento em que os instrumentos criados estiverem prontos.



Alguns Jogos e Brincadeiras


A gatinha parda
Faz-se uma roda, todos de pé.
Escolhe uma criança para ficar no centro da roda com olhos vendados e com uma varinha na mão. As crianças começam a girar na roda e cantar:
Ah, minha gatinha parda, que em janeiro me fugiu, quem roubou minha gatinha você sabe, você sabe, você viu?
Todos se calam.
A que está no centro da roda toca em alguém com a varinha.
A que foi tocada deve miar como um gato. Quem tocou tenta descobrir que é. Se descobrir, diz o nome e quem miou vai para o centro recomeçar a brincadeira. Se não acertar continua sendo a do centro, recomeça a brincadeira até adivinhar quem é.


Caixinha de surpresas

Antes de iniciar o jogo, escreve-se em papeizinhos várias tarefas engraçadas. Coloca dentro de uma caixinha.Sentados em círculo, a caixinha irá circular de mão em mão, até a música parar. Quem estiver com a caixinha na mão no momento que a música parar deverá tirar um papel da caixinha e executar a tarefa. Continua até acabar os papéis.


Ceguinho

Forma-se uma roda e uma criança fica no centro da roda com os olhos vendados. Todos deverão girar na roda e cantar “Pai Francisco”. Quando o ceguinho bater palmas, a roda deverá parar e ele caminhará para a frente e tocar no colega para adivinhar quem é.


Estátua
As crianças ficam em fila. Escolhe-se uma criança para começar a brincadeira. Esta criança começa a puxar as crianças perguntando antes de puxar:
pimenta, pimentinha, pimentão ou sapatinho de algodão?
Quem responder:
- Pimenta: é puxada normalmente e virar estátua.
- Pimentinha: é puxada devagar e virar estátua.
- Pimentão: é puxada com força e virar estátua.
- Sapatinho de algodão: deve ser carregada no colo e ao ser colocada no chão virar estátua.
Após todos virarem estátua a líder diz:
Entrei no jardim de flores, não sei qual escolherei, aquela que for mais bela, com ela me abraçarei.
Então escolhe uma estátua para se abraçar. A escolhida deverá ser a próxima líder. Todos retornam à posição normal e recomeça a brincadeira.


Estátua 2
Faz-se uma roda e todos vão rodando de mãos dadas e cantando a seguinte canção:
“A casinha da vovó,
cercadinha de cipó,
o café tá demorando,
com certeza não tem pó!
Brasil! 2000!
Quem mexer saiu!”.
Todos ficam como estátua e não vale rir, nem se mexer, nem piscar, nem se coçar, quem será que vai ganhar?


Formando grupos

As crianças deverão ficar em roda girando e cantando. A professora irá bater palmas ou apitar e mostrar um cartão que deverá ter um número. Se o número for o 4 por exemplo, as crianças saem da roda e formam grupos de quatro e depois voltam para a roda, continua a brincadeira até não poder formar mais grupos. Quem ficar de fora sai da brincadeira.


Lenço Atrás
Os componentes deverão tirar a sorte para ver quem ficará com o lenço. Deverão sentar na roda com as pernas cruzadas. Quem estiver segurando o lenço corre ao redor da roda enquanto o grupo fala:
Corre, cutia
Na casa da tia
Corre, cipó
Na casa da avó
Lencinho na mão
Caiu no chão
Moço bonito
Do meu coração.
O dono do lenço então pergunta:
- Posso jogar?
E todos respondem:
- Pode! Um, dois, três!
Deixa então o lenço cair atrás de alguém da roda. Este deverá perceber, pegar o lenço e correr atrás de quem jogou antes que este sente no seu lugar. Se conseguir pegar aquele que jogou ele será o próximo a jogar o lenço, se não conseguir quem jogou o lenço continuará segurando o lenço para jogar atrás de outra pessoa.


Peixinhos e tubarões
Separados em dois times, deverão formar o time dos peixinhos e dos tubarões. No momento em que tocar uma música "piano", os peixinhos saem para passear. Quando tocar uma música "forte", os tubarões saem para tentar pegar os peixinhos, que deverão voltar correndo. O peixinho que for pego vira tubarão.

Senhor caçador
As crianças ficam em roda e uma delas será o caçador que deverá ficar com os olhos vendados. Todos os outros cantam:
“Senhor caçador,
preste bem atenção!
Não vá se enganar,
Quando o galo cantar!
Canta, galo!”
Uma das crianças imita a voz do galo e o caçador deverá adivinhar quem é. Se não descobrir pagará uma prenda que o galo dirá qual é. Ir trocando as vozes dos bichos.


Serra, Serra, Serrador

Brincam duas crianças, uma de frente para outra, de pé, dando as mãos. Começam a balançar de trás para frente, indo e vindo e cantando:
- Serra, serra, serrador!
Serra o papo do vovô!
Quantas tábuas já serrou?
Uma diz um número, por exemplo, quatro. Elas então deverão dar quatro giros com os braços sem soltarem as mãos.


Subi na Roseira
Duas crianças batem a corda e outras duas começam a pular e vão falando uma para outra:
Ai, ai...
O que você tem?
Saudades.
De quem?
Do cravo, da rosa e de mais ninguém.
Subi na roseira, desci pelo galho, fulano (fala um nome) me acuda, senão eu caio.
Sai quem recitou e entra quem foi chamado


Adoletá
Adoletá
Lepeti
Peti Polá
Lê café com chocolá
Adoletá
Puxa o rabo do tatu
Quando quem saiu foi tu
Puxa o rabo da cutia
Quando sai a sua tia
Quando um ganha o outro perde
Não adianta disfarçar
E tem que ficar ligado
Quando a música parar.
(Bate a mão direita com a direita do companheiro à sua frente e a esquerda com a esquerda).


De marré
Eu sou pobre, pobre, pobre
de marré, marré, marré
Eu sou pobre, pobre, pobre de marré, deci
Eu sou rica, rica, rica
de marré, marré, marré
Eu sou rica, rica, rica de marré, deci
Quero uma de vossas filhas
de marré, marré, marré
Quero uma de vossas filhas
de marré, deci
Escolha a que quiser
de marré, marré, marré
Escolha a que quiserde marré, deciEu sou pobre, pobre, pobre
de marré, marré, marré
Eu sou pobre, pobre, pobre
de marré, deci
Eu sou rica, rica, rica
de marré, marré, marré
Eu sou rica, rica, ricade marré, deci
Eu quero a (nome da criança)
de marré, marré, marré
Eu quero a (nome da criança)
de marré, deci
Que Oficio darás a ela
de marré, marré, marré
Que Oficio darás a ela
de marré, deci
Dou Oficio de chapeleira
de marré, marré, marré
Dou Oficio de chapeleira
de marré, deci
Este Oficio não me agrada
de marré, marré, marré
Este Oficio não me agrada
de marré, deci
Dou Oficio de costureira
de marré, marré, marré
Dou Oficio de costureira
de marré, deci
Este Oficio já me serve
de marré, marré, marré
Este Oficio já me serve
de marré, deci
(Ao aceitar o Oficio, a menina "pobre" passa para a fileira da "rica", este processo se dá até a ultima criança "pobre" passar para a fileira da "rica". E então as pobres que se tornaram ricas cantam:)
Eu de pobre fiquei rica
de marré, marré, marré
Eu de pobre fiquei rica
de marré, deci
(E então as que eram muito ricas, perdem um pouco da riqueza, cantam:)
Eu de rica fiquei pobre
de marré, marré, marré
Eu de rica fiquei pobre
de marré, deci

Fixação das notas
Minha viola
Eu tirei um dó da minh(á)* viola
Da minha viola eu tirei um dó
Dor...mir é muito bom, é muito bom
Dor...mir é muito bom, é muito bom
(Cantar rápido):
É bom camarada
É bom camarada, é bom, é bom, é bom

Eu tirei um ré da minh(á) viola
Da minha viola eu tirei um ré
Re...mar é muito bom, é muito bom
Re...mar é muito bom, é muito bom
É bom camarada
É bom camarada, é bom, é bom, é bom

Eu tirei um mi da minh(á)viola,
Da minha viola eu tirei um mi,
Min...gau é muito bom, é muito bom
Min...gau é muito bom, é muito bom
É bom camarada
É bom camarada, é bom, é bom, é bom

Eu tirei um fá da minh(á)viola
Da minha viola eu tirei um fá
Fa...lar é muito bom, é muito bom
Fa...lar é muito bom, é muito bom
É bom camarada
É bom camarada, é bom, é bom, é bom

Eu tirei um sol da minh(á)viola
Da minha viola eu tirei um sol
So...rrir é muito bom, muito bom
So...rrir é muito bom, muito bom
É bom camarada
É bom camarada, é bom, é bom, é bom

Eu tirei um lá da minh(á)viola
Da minha eu tirei um lá
La...var é muito bom
É muito bom
La...var é muito bom
É muito bom

É bom camarada
É bom camarada, é bom, é bom, é bom

Eu tirei um si da minh(á) viola
Da minha viola eu tirei um si
Si...lêncio é muito bom, é muito bom
Si...lêncio é muito bom, é bom demais
É bom camarada
É bom camarada, é bom, é bom, é bom
* Cantar como se a sílaba tônica fosse a última


O Caranguejo
Caranguejo não é peixe,
Caranguejo peixe é
Caranguejo só é Peixe na enchente da maré.
Palma,palma,palma!
Pé,pé,pé!
Roda, roda, roda
Caranguejo peixe é

A mulher do Caranguejo
tinha um caranguejinho:
Deu no Ouro ,
deu na Prata,
Ficou todo douradinho!
Palma,palma,palma!
Pé,pé,pé!
façam roda minha gente Caranguejo peixe é!

Fui a Espanha buscar o meu chapéu
Azul e branco da cor daquele Céu
Caranguejo só é peixe na enchente da maré
Palma,palma,palma!
Pé,pé,pé!

Dança Crioula que vem da Bahia,
Pega a criança joga na bacia.
Bacia que é de ouro lavada com sabão
Depois de areada enxugada com roupão
Roupão é de seda enfeitada com filó
Agora eu quero ver a ficar pra vovó.
(se a criança não conseguir um par na dança fica para "vovó")
(ai as demais crianças pedem a sua benção)

A nossa benção vovó

Roda, roda, cavalheiro
Caranguejo só é peixe na enchente da maré.
Palma é palma é palma

Pé é pé é pé
Você gosta de mim ô fulana (diz o nome da pessoa que está dentro da roda)
Eu também de você ô fulana
Vou pedir a seu pai ô fulana
Para casar com você ô fulana
Se ele disser que sim ô fulana
Tratarei dos papéis ô fulana
Se ele disser que não ô fulana
Morrerei de paixão ô fulana
Palma é palma é palma ô fulana
Pé é pé é pé ô fulana
Roda é roda é roda ô fulana
Abraçarás quem quiser ô fulana
(A pessoa abraça alguém que deverá vir para dentro da roda. Importante combinar antes da brincadeira que a mesma pessoa não poderá ser abraçada duas vezes e quem ainda não foi deverá ser abraçada trabalhando assim a socialização e afeto)


Sambalê, lê
Sambalê, lê tá doente
Tá com a cabeça quebrada
Sambalê, lê precisava
É de umas boas palmadas
Samba, samba, samba ô lê, lê
Samba, samba, samba ô lá, lá
Olhe morena bonita
Como é que se namora
Põe-se um lencinho no bolso
Com as pontinhas de fora
Samba, samba, samba ô lê, lê
Samba, samba, samba ô lá, lá


Trabalhando o ritmo
Tanta Laranja Madura
Tanta laranja madura menina, que cor são elas,
Elas são verde-amarela, vira (nome da menina)
cor de canela, vira (nome da menina)
cor de canela.
OBS: Cada vez que é dito o nome de uma participante (vira… cor de canela) esta ficará de costas para roda.


Brincadeira de mãosPara conhecimento dos nomes dos alunos:

Onde é que _________(Maria ) vai morar:
Casa, castelo, buraco ou cemitério, casa, castelo, buraco ou cemitério
- Stop -
( coloca-se números com os dedos)
conta-se os números seguindo a mesma rima de cima casa castelo, buraco ou cemitério - até acabar os dedos. (aí é só rir a vontade) as crianças adoram
- Pode ser feita outra forma - fazer meninas contra meninos - turma contra turma


Jogos com fichasJogo dos Sons

*** = silêncio
>>> = Palmas

*** >>> >>> >>> *** *** >>> >>>>>> *** *** >>> *** >>> >>> >>

Agora com as fichas iremos montar uma canção de som e silêncio !
Fazer fichas de papel ou montar um cartaz, ou até mesmo escrever no quadro negro as figuras correspondentes e jogar - alternar as figuras

Créditos livro do professor objetivo - 2005


Jogo da ressonância
Jogo das Ressonâncias
1- Brincadeira do peixinho: cada criança receberá um peixinho de papel de seda que deverá ser colocado no chão para que sopre, exercitando assim a respiração.
2 – Com os lábios fechados, pronunciar a letra MA ressonância deve ser contínua e regular.
3 – Ressoe sobre uma nota só.
Maaa ..... Paaa.... Vaaa....Ma... Ma...... Va.....

Fonte: livro do professor objetivo - 2005


Qual é a música?
Bem simples mas gostoso de brincar.
Escolhemos canções que o grupo já tem intimidade em cantar e executamos um techo da música.
Pode ser com teclado ou outro instrumento , até a voz , assovio, podemos utilizar murmurando a melodia, gesticulando - com cartazes... e a criança deverá adivinhar a música e continua a cantar.
Para incentivar a criança poderá ser escolhido o ajudante da aula de música com essa brincadeira!
O primeiro que acertar é o ajudante!


Brincadeira Saimon diz:
Os participantes devem seguir o comando do prof. apenas quando ele diz a frase
Simon diz - (então o prof dá o comando)
cantar a música atirei o pau no gato
Pular com um pé no ritmo da música
tocar um trecho musical
dançar....(intermináveis variações basta usar a criatividade)
O obejtivo também é de enganar os participantes - dizendo Simon não quer...O aluno que errar Paga prenda ou um mico pré determinado.